
A payada é uma forma poética nascida na campanha argentina e uruguaia em meados do século passado, em geral um repente em décima (estrofe de 10 versos), de redondilha maior (verso de sete sílabas) e rima entrelaçada (todos os versos rimam entre si, alternadamente).
As raízes da payada remontam aos romances e quadras medievais e renascentistas, de temática popular, trazidos pelos povoadores espanhóis do território platino. O contato com o linguajar e com o dia-a-dia da vida campeira, porém, adaptou essas expressões à realidade da campanha.
O payador surge então como um artista errante que leva aos mais distantes rincões informação e entretenimento, por meio do relato de improviso dos acontecimentos da Capital (Buenos Aires ou Montevidéu). Acompanhando-se ao violão no embalar de uma milonga ou solito, sem instrumento, o payador era uma figura respeitadíssima – há relatos de que mesmo em campos de batalha o primeiro mate era dele, atropelando a hierarquia militar.
A mais célebre payada literária é o poema épico em sextilhas Martín Fierro (1872), escrito pelo argentino José Hernández. Ainda hoje a payada é uma expressão cultural forte na Argentina e no Uruguai, com nomes como o uruguaio Gustavo Villón e os argentinos José Larraude e Argentino Luna.
A payada, no entanto, não vingou no Rio Grande do Sul. Poucos poetas e cantadores daqui seguiram a tradição, e muitos pesquisadores apontam Jayme Caetano Braun como sendo o único payador autêntico brasileiro, capaz de payar em espanhol e enfrentar em payadas de desafio os mestres platinos, como o legendário uruguaio Sandálio Santos – que dizem ter sido o "professor" de paya de Jayme. (por Roger Lerina)
As raízes da payada remontam aos romances e quadras medievais e renascentistas, de temática popular, trazidos pelos povoadores espanhóis do território platino. O contato com o linguajar e com o dia-a-dia da vida campeira, porém, adaptou essas expressões à realidade da campanha.
O payador surge então como um artista errante que leva aos mais distantes rincões informação e entretenimento, por meio do relato de improviso dos acontecimentos da Capital (Buenos Aires ou Montevidéu). Acompanhando-se ao violão no embalar de uma milonga ou solito, sem instrumento, o payador era uma figura respeitadíssima – há relatos de que mesmo em campos de batalha o primeiro mate era dele, atropelando a hierarquia militar.
A mais célebre payada literária é o poema épico em sextilhas Martín Fierro (1872), escrito pelo argentino José Hernández. Ainda hoje a payada é uma expressão cultural forte na Argentina e no Uruguai, com nomes como o uruguaio Gustavo Villón e os argentinos José Larraude e Argentino Luna.
A payada, no entanto, não vingou no Rio Grande do Sul. Poucos poetas e cantadores daqui seguiram a tradição, e muitos pesquisadores apontam Jayme Caetano Braun como sendo o único payador autêntico brasileiro, capaz de payar em espanhol e enfrentar em payadas de desafio os mestres platinos, como o legendário uruguaio Sandálio Santos – que dizem ter sido o "professor" de paya de Jayme. (por Roger Lerina)
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